sexta-feira, maio 14, 2010

lá e de volta outra vez

Como diz minha amiga Lee, vou me fazer de galinha morta e voltar a escrever no blog como se nada estivesse acontecendo. Estive na europa e voltei pessoal. Sim, foi muito interessante. Muitas coisas e histórias para contar, que nem sei por onde começar e sei que ninguém gosta de ficar escutando embróglios sem fundamento de quem viajou. Viajar e viver experiências, no fim, é apenas importante - no último grau de importância, para quem, de fato, viajou. Para os outros, as coisas continuam a mesma, sombras passando pelas retinas fatigadas do dia a dia (com licença, Carlos).
Visitei cinco paises em 20 dias de viagem e 5 cidades. Londres, Paris, Amsterdam, Berlim e Roma.
Da cidade que mais gostei: Londres. Lá a coisa acontece, o mundo passa pelas esquinas todos os dias. Pessoas falam todas as línguas, trabalham, se divertem e passam frio numa das capitais mais cosmopolitas do mundo.
Da cidade que menos gostei: Paris. Achei a cidade luz meio apagadinha. Tudo cheira a mijo, o mau humor dos franceses é uma coisa sem precedentes e as coisas são os olhos da cara arrancados com as unhas.
Ademais, a Europa é o máximo. Um lugar que já atingiu o seu auge, daqui pra frente é lomba abaixo.
A próxima viagem: Machu Pitchu. Me aguarde.

segunda-feira, março 29, 2010

porto alegre

quarta-feira, março 24, 2010

O que é intercâmbio

Escrevi, tem um tempo, para o blog da empresa onde trabalho:

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Sabe aqueles personagens que aparecem em filmes? Nascidos no Canadá, com uma mãe asiática, um primo da Patagônia, que gosta de tocar violoncelo, dorme observando estrelas, já leu todas as histórias em quadrinho da Marvel e sonha em, um dia, conhecer o Butão. Bem, eles não são só personagens de filmes, existem na vida real e uma das melhores maneiras de conhecer alguém com uma história diferente da sua é se aventurando por universos desconhecidos, conhecer o mundo, outras culturas, outras realidades, desbravando o novo de peito aberto.

Quem está na tenra idade, vê no intercâmbio a oportunidade perfeita para este tipo de experiência. E é. Mas intercâmbio é muito mais que isso. Além de conhecer um bocado de gente diferente, que, no seu dia-a-dia, nunca cruzaria o seu caminho, você vai experimentar coisas incríveis, olhar paisagens inesperadas e clássicas, quebrar paradigmas, vencer medos e enfrentar o melhor e o pior da vida a sós pelo mundo.

Mas nunca esqueça! Mais importante que estar fissurado para conhecer a Torre Eiffel ou o Big Ben, você tem que estar disposto a se auto-conhecer. Disposição é o que faz um intercâmbio dar certo ou não. De costume, fazemos comparações entre o nosso jeito de viver e o alheio, achando que a nossa maneira é a mais correta e, claro, a melhor. Ouso dizer que quem fica só nessa, acaba se dando mal. O melhor mesmo é poder aproveitar o que os outros têm de bom, beber em diferentes culturas e ser na “na Grécia, como os gregos”, ou em qualquer outro lugar como eles, os outros. Tentar ao máximo viver como os nativos e descobrir que o mundo tem o tamanho que a gente dá para ele e que as fronteiras são apenas linhas imaginárias que nós, seres humanos, traçamos pelo chão. Essas, no fim das contas, são fáceis de cruzar, mas as verdadeiras fronteiras que precisamos vencer são aquelas que vão dentro de nós, independente de onde partimos.

Então é isso! Mais que fazer um intercâmbio, você tem mesmo é que viver ele. E isso, seguramente, depende só de você, com a ajuda do seu amigo canadense que sonha, um dia, conhecer o Butão.