quarta-feira, março 24, 2010

O que é intercâmbio

Escrevi, tem um tempo, para o blog da empresa onde trabalho:

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Sabe aqueles personagens que aparecem em filmes? Nascidos no Canadá, com uma mãe asiática, um primo da Patagônia, que gosta de tocar violoncelo, dorme observando estrelas, já leu todas as histórias em quadrinho da Marvel e sonha em, um dia, conhecer o Butão. Bem, eles não são só personagens de filmes, existem na vida real e uma das melhores maneiras de conhecer alguém com uma história diferente da sua é se aventurando por universos desconhecidos, conhecer o mundo, outras culturas, outras realidades, desbravando o novo de peito aberto.

Quem está na tenra idade, vê no intercâmbio a oportunidade perfeita para este tipo de experiência. E é. Mas intercâmbio é muito mais que isso. Além de conhecer um bocado de gente diferente, que, no seu dia-a-dia, nunca cruzaria o seu caminho, você vai experimentar coisas incríveis, olhar paisagens inesperadas e clássicas, quebrar paradigmas, vencer medos e enfrentar o melhor e o pior da vida a sós pelo mundo.

Mas nunca esqueça! Mais importante que estar fissurado para conhecer a Torre Eiffel ou o Big Ben, você tem que estar disposto a se auto-conhecer. Disposição é o que faz um intercâmbio dar certo ou não. De costume, fazemos comparações entre o nosso jeito de viver e o alheio, achando que a nossa maneira é a mais correta e, claro, a melhor. Ouso dizer que quem fica só nessa, acaba se dando mal. O melhor mesmo é poder aproveitar o que os outros têm de bom, beber em diferentes culturas e ser na “na Grécia, como os gregos”, ou em qualquer outro lugar como eles, os outros. Tentar ao máximo viver como os nativos e descobrir que o mundo tem o tamanho que a gente dá para ele e que as fronteiras são apenas linhas imaginárias que nós, seres humanos, traçamos pelo chão. Essas, no fim das contas, são fáceis de cruzar, mas as verdadeiras fronteiras que precisamos vencer são aquelas que vão dentro de nós, independente de onde partimos.

Então é isso! Mais que fazer um intercâmbio, você tem mesmo é que viver ele. E isso, seguramente, depende só de você, com a ajuda do seu amigo canadense que sonha, um dia, conhecer o Butão.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

uma cara de casa



Logo que me mudei para Porto Alegre, a casa que me acolheu foi a da minha amiga Juliana. Muito grato a ela sou por isso. Dias depois, com essa sorte que só o destino traz, acabei me mudando para viver com a Betina, que há tempos já estava pela capital fria do rio grande e se achava sozinha e pronta para dividir um apartamento. Cheguei e achei o lar um pouco sem vida. Como se ela estivesse aqui só de passagem mesmo, não havia mistérios ou recantos, a cozinha não exalava o cheiro característico das casas por onde já passei, aquele cheiro de reunião, alegria. Pessoas. Agora em março faz um ano que vim para cá, e a nossa casa tem tão cara de casa, com suas coisinhas desarrumada, quadros novos (e pendurados) na parede, caixas e mais caixas de chá na cozinha, um fogão (sim, logo que me mudei para cá, nem fogão tínhamos, apenas um impessoal microondas dava conta das refeições do lar), xícaras excedentes com diversos desenhos e cores, enfim, mais vida para o lar. Aquela coisa, de revistas no banheiro, sabonete para as visitas, etc. Tudo que, quando logo cheguei não tinha. Agora me sinto tão em casa como em qualquer outro lugar que já estive e descobri que o lar é onde nosso coração está. Ou melhor, ele está dentro do nosso coração, por isso temos essa estranha capacidade de carregá-lo para todos os lados. Enfim, feliz um ano de nova morada para mim, logo.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

100 posts

O último post, foi o de número 100. Engraçado esses números redondos. Adoramos eles. É uma coisa que veio dos americanos, eu acho, que são vidrados em recordes e superações, das pessoais às coletivas, eles contruiram muitas. Bem, dedico o posto então a todos aqueles que algum dia passaram por aqui. Segundo o analytics, são muitas vidas dando um olá ocasional ao meu blog e lendo as parcas linhas que escrevo. Gosto de escrever, é bem verdade. E gosto de ler. Talvez mais de ler do que de escrever. Mas gosto das duas coisas. Então, pessoal, obrigado pelo tempo que (não) passamos juntos nesse mundo de virtualidades. Espero que nossa relação, com o tempo se torne mais real.