Dos lugares que conheci no Chile, até agora, Pucon, sem dúvida, foi a que mais me impressionou. Sem falar do vulcão - que é lindo, está ativo e coberto de uma espessa camada de neves eternas - a cidade tem uma vibe animal, cheia de estrangeiros andando pela rua. Gente bonita e bronzeada, balançando suas cadeiras em direção ao Lago Villarrica, com um óculos de sol que parece que tiraram a tapa da cara da Mariah Carey. Muito lindo. Gostei muito, porque é daqueles lugares onde se escuta de todas as línguas na rua, gente falando português, outros te perguntando coisas em inglês. Enfim, um ambiente maravilhoso.
A paisagem é uma coisa que não tem no Brasil, por isso mesmo vai ver eu gostei tanto. Amei até mesmo o lago, eu que não sei nadar. O vulcão é lindo, o céu é azul, os passarinhos cantam e de qualquer lugar se tira fotos de cartão postal, muito diferente da grande maioria das outras cidades pelas quais passei no caminho. Antes de ir para lá, passei por Valdívia, que é uma cidade grande e famosa ao sul do Chile. Não vi nada de interessante. A cidade foi destruída em 1960 por um terremoto e, ao meu ver, os moradores não se deram ao trabalho de reconstruí-la da maneira devida, assim que o que mais se ver pelas ruas são prédios tortos e perigosamente pendentes. Passei também por Panguipulli, uma cidadela no meio do nada. Não aconselho a ninguém e, se tivesse uma borracha que apagasse a memória, eu compraria ela a preço de ouro. Ademais, a viagem foi legal. Uma baiana, Celi, me acompanhou. Foi muito divertido, pois ela tem um humor muito parecido com o meu.
É isso, pessoal. Bora conhecer Pucon.


