quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Pucon - A cidade mais bonita do chile

Esse final de semana tive em Pucon, a cidade mais linda do Chile. Desculpem-me os desinformados que pensam que Viña del Mar é a sucursal do paraíso na terra. Para mim, essa praia não tem glamour. É um monte de chileno farofeiro que se bandeia de Santiago para lá, quando a cidade está fazendo um remake do inferno de dante.

Dos lugares que conheci no Chile, até agora, Pucon, sem dúvida, foi a que mais me impressionou. Sem falar do vulcão - que é lindo, está ativo e coberto de uma espessa camada de neves eternas - a cidade tem uma vibe animal, cheia de estrangeiros andando pela rua. Gente bonita e bronzeada, balançando suas cadeiras em direção ao Lago Villarrica, com um óculos de sol que parece que tiraram a tapa da cara da Mariah Carey. Muito lindo. Gostei muito, porque é daqueles lugares onde se escuta de todas as línguas na rua, gente falando português, outros te perguntando coisas em inglês. Enfim, um ambiente maravilhoso.

A paisagem é uma coisa que não tem no Brasil, por isso mesmo vai ver eu gostei tanto. Amei até mesmo o lago, eu que não sei nadar. O vulcão é lindo, o céu é azul, os passarinhos cantam e de qualquer lugar se tira fotos de cartão postal, muito diferente da grande maioria das outras cidades pelas quais passei no caminho. Antes de ir para lá, passei por Valdívia, que é uma cidade grande e famosa ao sul do Chile. Não vi nada de interessante. A cidade foi destruída em 1960 por um terremoto e, ao meu ver, os moradores não se deram ao trabalho de reconstruí-la da maneira devida, assim que o que mais se ver pelas ruas são prédios tortos e perigosamente pendentes. Passei também por Panguipulli, uma cidadela no meio do nada. Não aconselho a ninguém e, se tivesse uma borracha que apagasse a memória, eu compraria ela a preço de ouro. Ademais, a viagem foi legal. Uma baiana, Celi, me acompanhou. Foi muito divertido, pois ela tem um humor muito parecido com o meu.

É isso, pessoal. Bora conhecer Pucon.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Os caminhos de Alice

Já li esse livro, durante a febre do livro, que eu, enlouquecidamante, li 52 livros em um ano. O Augusto é testemunha disso. Vi de novo num livro de liderança que to usando para a monografia, e achei legal, segue:

Um dia, Alice chegou a uma encruzilhada do caminho e viu um gato Cheshire numa árvore.

- Qual dos caminhos devo pegar? - Perguntou Alice.

A resposta do gato foi outra pergunta:

- Aonde você quer ir?

- Não sei - respondeu Alice.

- Então, não tem importância - retrucou o gato.

LEWIS CARROLL, Alice no País das Maravilhas

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Um mês agora

Agora falta só um mês para mim voltar para o Brasil. A experiência no Chile tem sido boa. Já me sinto adaptado, tenho amigos, uma rotina e bastante trabalho para dar conta. Já me localizo tranquilamente na cidade, sei como funciona o humor chileno e conheço bem os preços para saber se estou sendo roubado ou não. Uma coisa que é um saco, pois toda vez que percebem que você é estrangeiro, os chilenos tentam tirar alguma vantagem. Essa semana, por exemplo, fui cortar o cabelo (ou o que me sobra dele) em um salão que vi na feira que tava com uma promoção de corte masculino por $1000,00, algo por volta dos 4 reais. Pois bem, cortei o cabelo, a mulher conversou comigo um pouco, perguntou de onde eu era e tal, falou bem do chile, perguntou do Brasil, eu respondi, no melhor dos meus humores. No final, na hora de pagar, entrego $2000,00 e espero o troco, ela me devolve 500 pesos, e agradece, achando que eu não ia falar nada. Daí eu disse que na placa estava dizendo que o corte masculino era mil pesos. Ela ficou meio sem jeito me devolveu os outros 500 que achou que eu ia deixar para ela só por amor aos chilenos. Isso é um saco, enfim. Não sei se no Brasil acontece o mesmo, porque vivo numa cidade que não é muito turística, mas até onde me lembro, o pessoal adorava os gringos aí em Santa Maria, e até cobrava menos, ou não cobrava, quando sabia que era um.




Mas como disse, já estou adaptado. Já falo espanhol super bem, consigo me comunicar sem problema, xingo em chileno e peço para o tio do microônibus me levar por menos, com um acento que a pessoa pode jurar que passei toda minha vida no chile. Só ainda não consigo falar tão rápido quanto eles, mas já aspiro o s das palavras e consigo me fazer entender por qualquer um. Muitos que me encontram agora, pela primeira vez, ficam impressionados com meu acento chileno. Enfim, descobri que sou ótimo para copiar um acento específico. Bem, uma coisa é boa, para esse ano já começo o ano falando uma língua nova, de maneira decente. Esse ano quero também começar a estudar uma terceira língua. Elegi o francês, pois acho que é uma língua bonita. Desafio para 2009: apromirar o inglês, dar um gás no espanhol e começar com o francês. Sempre planejei falar umas 4 ou 5 línguas, acho que estou no caminho. Gostaria de aprender alemão, mas me parece muito difícil. Quando o Augusto voltar, talvez eu faça umas auals particulares com ele. E o Betinho também, daí vou falar italiano também. Uma coisa é certa, não há melhor maneira de se aprender uma língua do que na confusão da convivência.

Um mês então para matar a saudade das coisas do Brasil. Prometo que vou comer churrasco durante toda uma semana, nunca mais vou reclamar da comida da minha mãe e vou dar graças a deus se minhas camisas voltarem a ter a cor branca. Ficar longe de casa cansa. Na próxima semana troco de casa de novo, é a quarta troca de casa, durante essa curta estadia. Para mim, isso é um transtorno, não que eu não goste de mudar, mas é como se adaptar sempre de novo, descobrir qual o ônibus deve-se tomar, fazer amizade com o tio do armazém da esquina, tudo isso. Mas já falei para o pessoal da aiesec que se eles resolverem me trocar de novo de casa, pego o primeiro vôo de volta para o Brasil. Só estando longe que a gente sente saudade das pequenas certezas da vida. Mas logo estou de volta. No final de semana acho que vou para o sul do chile.